A música popular brasileira

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Anos 1940, 1939 a 1945 o horror da 2ª grande guerra mundial, em que o Brasil, embora quase ao final, entra ao lado dos aliados. Música popular brasileira, é claro, recente deste quinquênio de 1940 a 1945 daquele horror, mas em 1945 tinham pracinhas chegando na capital federal, Rio de Janeiro, com a guerra finalmente acabada. Hitler e Mussolini finalmente derrotados. Aparece no Brasil um clarão de luz, trazendo em suas costas todo o nordeste do Brasil. Uma volta àquilo que passou o Cearense e trouxe nos anos iniciais do século XX, a música, o sabor, as fontes do poderosíssimo Vital nordeste brasileiro. Chega em 45 para nunca mais sair dos corações do brasil, Luíz Gonzaga do Nascimento, nasceu no Exu, região desértica no Pernambuco, filho de um sanfoneiro local, Januário.

Foram um dos melhores momentos de dedicação filial que a música popular brasileira testemunha em toda a sua história, Luiz Gonzaga se faz soldado do exército em 1930 e chega em 1939. Ele toca na zona de baixo meretriz na cidade do Rio de Janeiro que era a antiga zona do mangue, onde hoje fica o sambódromo projetado por Oscar Niemeyer. Luiz Gonzaga chega e ali começa a gravar seus primeiros discos apenas com a sua sanfona. Temos o registro da vitalidade, da essência, dessa poderosa música de Gonzaga, um chamego, como ele chamava, mas também o choro urbano, nordestino, que é o vira e mexe.

baiaoAgora, também em 1945, ocorre, no Rio de Janeiro, o encontro absolutamente radioso, imagine que o Luiz Gonzaga vai procurar um jovem advogado cearense chamado Humberto Teixeira porque sabia que ele era um ótimo poeta. Ambos se tornam amigos e no próprio escritório Humberto Teixeira, no centro do Rio de janeiro, conversando durante uma noite inteira, Luiz e Humberto chegam a possibilidade excepcional de lançar um novo ritmo vindo do nordeste, o famoso Baião, que já era conhecido nas bocas e nas veredas de todo o nordeste, mas um ritmo meio selvagem, antes nada urbanizável, que fizeram Gonzaga e Teixeira, eles urbanizaram o Baião, apresentaram como uma música imediatamente lançada por um conjunto, como um dos grandes conjuntos célebres, que se chamou 4 áses de um coringa.

Apresentando o baião literalmente ao país como novo gênero musical, criado por esses dois gênios. Isso é senão, uma criação individual deles. Luiz Gonzaga altamente reverenciado com toda razão, mas Humberto Teixeira, menos reverenciado. Muitos desses sucessos todos, a partir da música que é o Baião, que é muito fácil de aprender a dançar, seguem-se dezenas de sucesso da dupla, Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga, aliás, a dupla que se esgota durante 6 anos, fez pelo menos mais de 30 sucessos.

Logo depois, Gonzaga tem uma outra fase muito importante com outro grande músico, este também de pernambuco e que foi o Dr. Zé Dantas. Foram muitas as músicas lindíssimas e as pessoas reconhecem entre os sucessos de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira maravilhas como, Paraíba ou o hino absolutamente maravilhoso de afeto, de amor, as pontes dos compositores nordestinos, Gonzaga e Humberto. “Juazeiro, me responde por favor”. Todas essas músicas que cristalizaram Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga, se esgotariam durante 6 anos de sucessos ininterruptos da dupla e combinariam no ano de 1947 para a virada de 1948 por uma música considerada um hino nacional dos corações brasileiros, tal como lá no sertão. Tal como, carinhoso de Pixinguinha e João de Barra, que é o Asa Branca.